{"id":355,"date":"2025-11-04T20:05:22","date_gmt":"2025-11-04T23:05:22","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/?p=355"},"modified":"2025-11-09T16:45:32","modified_gmt":"2025-11-09T19:45:32","slug":"reencontro-com-o-lobisomem-da-chapada-diamantina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/index.php\/2025\/11\/04\/reencontro-com-o-lobisomem-da-chapada-diamantina\/","title":{"rendered":"Reencontro com o Lobisomem da Chapada Diamantina"},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text]<!-- divi:paragraph {\"fontSize\":\"medium\"} -->\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>Na regi\u00e3o central da Bahia, at\u00e9 um lobisomem consegue ser agrad\u00e1vel<\/em><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Aninha e Sebasti\u00e3o moravam num lugarejo afastado de tudo. Tiveram sete filhas e nenhum menino. Frustrada, a mulher foi \u00e0 casa de uma adivinha para buscar ajuda. A velha alertou que o garoto viria, mas, aos 13 anos, teria de cumprir o destino de todo rapaz que nasce depois de sete mo\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Voc\u00ea deve estar pensando \u201ceu j\u00e1 ouvi uma hist\u00f3ria parecida\u201d. Sim, o Lobisomem \u00e9 realmente uma das lendas mais difundidas em todo o mundo.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Mas o enredo que voc\u00ea leu no primeiro par\u00e1grafo deste texto tem desenvolvimento e desfecho bem diferentes da maioria dos causos, filmes e hist\u00f3rias sobre a temida entidade das noites de lua cheia.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:image {\"id\":357,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lua-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-357\" srcset=\"https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lua-980x551.png 980w, https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lua-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<!-- \/divi:image -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Aninha, Sebasti\u00e3o e seu cl\u00e3 s\u00e3o personagens criados por Herberto Sales, escritor aqui da Chapada. Nascido em Andara\u00ed, o autor chegou a ser membro da Academia Brasileira de Letras e retratou vastamente a nossa terra m\u00e1gica em seus livros. A regi\u00e3o toma as p\u00e1ginas de sua obra por meio de tramas sobre nossos diamantes, nossas \u00e1rvores \u2013 e tamb\u00e9m nosso Lobisomem.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Por coincid\u00eancia, na inf\u00e2ncia, antes mesmo de saber quem era Herberto, o que era a Chapada e qual rumo tomaria a minha vida, eu encontrei no col\u00e9gio um livro marcante sobre Lobisomem.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Pelos anos afora, a narrativa, volta e meia, me vinha \u00e0 cabe\u00e7a e me despertava saudade.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Recentemente, j\u00e1 adulto e morando na Chapada, resolvi reler aquela hist\u00f3ria para descobrir o que havia de t\u00e3o singular em suas linhas. E, para minha surpresa, a trama era de Herberto Sales.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:image {\"id\":358,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ce360e43-a3b0-4336-967b-d39d3c42c0f9-576x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-358\" srcset=\"https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ce360e43-a3b0-4336-967b-d39d3c42c0f9-576x1024.jpg 576w, https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ce360e43-a3b0-4336-967b-d39d3c42c0f9-480x853.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 576px, 100vw\" \/><\/figure>\n<!-- \/divi:image -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Mas, afinal, o que existe de t\u00e3o impressionante na fera criada pelo escritor de Andara\u00ed?<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O amor, a humanidade e a sutileza com que o tema \u00e9 tratado s\u00e3o os ingredientes &nbsp;que mais me chamaram a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Aninha sabe que o filho ter\u00e1 uma sina assustadora, mas guarda isso em segredo. N\u00e3o conta nem para o marido.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Na noite em que o menino celebra o d\u00e9cimo-terceiro anivers\u00e1rio, ela sai sorrateiramente \u00e0 procura do filho, mas n\u00e3o o encontra no quarto. Ao retornar e ver a m\u00e3e \u00e0 sua espera, ele diz que foi ao quintal porque estava com dor de barriga.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Ressabiada e ciente do que est\u00e1 acontecendo, Aninha se prepara para a pr\u00f3xima sexta-feira. Pega um graveto, afia-lhe a ponta e fica escondida. Quando anoitece, o garoto pula a janela, deita-se no espojadouro de animais e se transforma. Corajosa, a m\u00e3e chama pelo filho, se aproxima e, por fim, lhe causa o ferimento capaz de quebrar o encanto.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Ent\u00e3o eles se abra\u00e7am. E ningu\u00e9m mais fica sabendo o que aconteceu.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O Lobisomem representado pela perspectiva regional de Herberto Sales n\u00e3o \u00e9 um vil\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um monstro, n\u00e3o \u00e9 uma criatura temida. \u00c9, como o pr\u00f3prio texto define, apenas \u201cum homem-bicho\u201d.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Para Herberto, o Lobisomem n\u00e3o \u00e9 acompanhado pelos olhos de ca\u00e7adores ou de uma comunidade em polvorosa para destruir a criatura amaldi\u00e7oada. Em suas p\u00e1ginas, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 rastros de sangue nem assassinatos em s\u00e9rie.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O que existe \u00e9 uma m\u00e3e e um filho vivendo as mudan\u00e7as da puberdade e os desafios de crescer. A situa\u00e7\u00e3o macabra cede espa\u00e7o para um momento de cumplicidade.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Novamente, a Chapada me encontrou antes mesmo de eu conhec\u00ea-la. Me encantei com suas hist\u00f3rias sem nem saber de onde vinham. E at\u00e9 seus seres mais medonhos conseguiram me envolver e me encher de aconchego.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>A verdade \u00e9 que a Chapada \u2013 com seus autores, suas paisagens, seus produtos e at\u00e9 suas assombra\u00e7\u00f5es \u2013 sempre me atra\u00edram.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>E c\u00e1 estou, mais uma vez, falando com voc\u00ea sobre o que vivi por aqui.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Por favor, n\u00e3o se canse de mim. De destino n\u00e3o se foge. &nbsp;\u00c9 por isso que, assim como o Lobisomem, seguirei cumprindo a minha sina.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>S\u00f3 que meu encanto est\u00e1 longe de terminar&#8230;<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><div class=\"et_pb_section et_pb_section_0 et_section_regular\" >\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div><div class=\"et_pb_row et_pb_row_0 et_pb_row_empty\">\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div><div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_0  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div> Na regi\u00e3o central da Bahia, at\u00e9 um lobisomem consegue ser agrad\u00e1vel Aninha e Sebasti\u00e3o moravam num lugarejo afastado de tudo. Tiveram sete filhas e nenhum menino. Frustrada, a mulher foi \u00e0 casa de uma adivinha para buscar ajuda. A velha alertou que o garoto viria, mas, aos 13 anos, teria de cumprir o destino de todo rapaz que nasce depois de sete mo\u00e7as.&nbsp; Voc\u00ea deve estar pensando \u201ceu j\u00e1 ouvi uma hist\u00f3ria parecida\u201d. Sim, o Lobisomem \u00e9 realmente uma das lendas mais difundidas em todo o mundo. Mas o enredo que voc\u00ea leu no primeiro par\u00e1grafo deste texto tem desenvolvimento e desfecho bem diferentes da maioria dos causos, filmes e hist\u00f3rias sobre a temida entidade das noites de lua cheia. Aninha, Sebasti\u00e3o e seu cl\u00e3 s\u00e3o personagens criados por Herberto Sales, escritor aqui da Chapada. Nascido em Andara\u00ed, o autor chegou a ser membro da Academia Brasileira de Letras e retratou vastamente a nossa terra m\u00e1gica em seus livros. A regi\u00e3o toma as p\u00e1ginas de sua obra por meio de tramas sobre nossos diamantes, nossas \u00e1rvores \u2013 e tamb\u00e9m nosso Lobisomem. Por coincid\u00eancia, na inf\u00e2ncia, antes mesmo de saber quem era Herberto, o que era a Chapada e qual [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":357,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<!-- wp:paragraph {\"fontSize\":\"medium\"} -->\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>Na regi\u00e3o central da Bahia, at\u00e9 um lobisomem consegue ser agrad\u00e1vel<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Aninha e Sebasti\u00e3o moravam num lugarejo afastado de tudo. Tiveram sete filhas e nenhum menino. Frustrada, a mulher foi \u00e0 casa de uma adivinha para buscar ajuda. A velha alertou que o garoto viria, mas, aos 13 anos, teria de cumprir o destino de todo rapaz que nasce depois de sete mo\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Voc\u00ea deve estar pensando \u201ceu j\u00e1 ouvi uma hist\u00f3ria parecida\u201d. Sim, o Lobisomem \u00e9 realmente uma das lendas mais difundidas em todo o mundo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Mas o enredo que voc\u00ea leu no primeiro par\u00e1grafo deste texto tem desenvolvimento e desfecho bem diferentes da maioria dos causos, filmes e hist\u00f3rias sobre a temida entidade das noites de lua cheia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:image {\"id\":357,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img src=\"https:\/\/blog.emporiochapadadiamantina.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lua-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-357\"\/><\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Aninha, Sebasti\u00e3o e seu cl\u00e3 s\u00e3o personagens criados por Herberto Sales, escritor aqui da Chapada. Nascido em Andara\u00ed, o autor chegou a ser membro da Academia Brasileira de Letras e retratou vastamente a nossa terra m\u00e1gica em seus livros. A regi\u00e3o toma as p\u00e1ginas de sua obra por meio de tramas sobre nossos diamantes, nossas \u00e1rvores \u2013 e tamb\u00e9m nosso Lobisomem.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Por coincid\u00eancia, na inf\u00e2ncia, antes mesmo de saber quem era Herberto, o que era a Chapada e qual rumo tomaria a minha vida, eu encontrei no col\u00e9gio um livro marcante sobre Lobisomem.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Pelos anos afora, a narrativa, volta e meia, me vinha \u00e0 cabe\u00e7a e me despertava saudade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Recentemente, j\u00e1 adulto e morando na Chapada, resolvi reler aquela hist\u00f3ria para descobrir o que havia de t\u00e3o singular em suas linhas. 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A situa\u00e7\u00e3o macabra cede espa\u00e7o para um momento de cumplicidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Novamente, a Chapada me encontrou antes mesmo de eu conhec\u00ea-la. Me encantei com suas hist\u00f3rias sem nem saber de onde vinham. E at\u00e9 seus seres mais medonhos conseguiram me envolver e me encher de aconchego.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A verdade \u00e9 que a Chapada \u2013 com seus autores, suas paisagens, seus produtos e at\u00e9 suas assombra\u00e7\u00f5es \u2013 sempre me atra\u00edram.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>E c\u00e1 estou, mais uma vez, falando com voc\u00ea sobre o que vivi por aqui.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Por favor, n\u00e3o se canse de mim. 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